registros temporais em espaços específicos

Essa série foi desenvolvida com o intuito de aprofundar e compreender questões sobre o não-lugar.  Ela se realizou com a instauração de um procedimento padrão para a realização das pinturas que se dava da seguinte forma: primeiro escolhia um lugar tipicamente de passagem (entrada de estações de metrô, rodoviárias), e colava a lona no chão com fita; depois espera em média por três horas longe dali (descobri que a minha presença junto a obra modulava o caminhar das pessoas) para enfim recolher a lona.

Ao deixar a tela em lugares de passagem, entendia também como necessária a escolha do passante: o ato de pisar ou não pisar no tecido. Imprimia dessa forma, pela ação cotidiana das pessoas uma imagem do espaço e do tempo compreendidos ali.  

 

2012